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Nesse primeiro de maio, ironicamente, o Facebook passou a “dificultar” o trabalho dos profissionais da querida área de monitoramento de mídias sociais. Nesta data, passaram a valer as novas regras das APIs do Facebook. O principal encontro pro mercado de monitoramento de redes sociais é que nenhuma ferramenta, nem usuário, conseguirá fazer coleta de fatos brutos a partir de busca de termos. Isto significa que não teremos mais acesso ao texto bruto ou ao perfil dos usuários (nem sequer nome e avatar!) de quem mencionar as marcas em tuas timelines (fora de páginas e grupos). Os impactos negativos dessa transformação são os mais óbvios e imediatos.


Em primeiro espaço, as marcas que tentavam achar problemas específicos de freguêses individuais por meio do supervisionamento de artigos públicas não poderão mais fazê-lo. Agências e consultorias de pesquisa que realizavam estudos qualitativos baseados no jeito discursivo/expressivo de usuários não poderão mais fazer isso no Facebook (por esse caso há novas alternativas, mas de menor escala - e foco com o intuito de outro artigo).


Ações de engajamento que envolviam a participação ativa dos usuários em seus próprios perfis assim como minguarão, dado que não será possível vigiar as menções pra reportar resultados. Tudo isso traz impactos óbvios pros modelos de serviços e receita de agências e ferramentas. Porém lacrimejar pelo leite derramado não assistência. Desse jeito vamos desfrutar o que for possível, dadas as condições. Segue uma listagem de utensílios comentados que pode ajudar muito prontamente de disrupção.


Apesar de localizar os títulos dos dois primeiros textos nocivos, pois que tem muita gente que não lê ou se informa com atenção e podem elaborar um clima apocalíptico, são observações e comentários primordiais. Não duvido nada que, daqui um tempo, muitas pessoas chegarão perguntando: alguém conhece uma ferramenta sem qualquer custo que pegue esses fatos do Facebook? E ainda por cima vão xingar o Facebook por ter restrito os dados desta maneira.

  • Quando Preparar-se
  • cinco itens que valeram a pena comprar
  • Organização onde irá registrar teu domínio
  • cinquenta e oito comentários pra “Um gabinete completamente feito à mão”
  • 2 - PESQUISE

Se você quer fatos legais, bem agregados, organizados, não só no Facebook, contudo em todas as outras redes, você tem que pagar por uma ferramenta. Social media não é sem custo, como ainda muita gente pensa. Existe um serviço sério por trás de tudo. Antes de dirigir-se para as dicas técnicas, gostaria de lembrar da importancia de se pensar a atuação por este mercado não apenas em termos da receita que você vai receber hoje com uma plataforma específica. Porém assim como em termos de saúde da internet como um todo.


O paradigma de negócio do Facebook, ao inverso de organizações como Google e Twitter, não se baseia na livre circulação de dicas na web, contudo sim pela construção de barreiras pra que tudo fique dentro do Facebook. Não é à toa que Tim Berners-Lee, um dos inventores da web, alertou a respeito do perigo que o Facebook traz aos princípios da Internet. Ano anterior, nos 10 anos do Facebook, escrevi como o Facebook tornou-se um “ponto obrigatório de passagem“, um grau de centralização de poder muito danoso. Pra comparar, recomendo o texto, também de minha autoria “250 milhões de motivos pra proteger o Twitter“. Para uma visão mais ligada à pesquisa acadêmica, leia o muito bom texto “The redistribution of methods: on intervention in digital social research, broadly conceived”, da Noortje Marres.


De 2012, discute como a abundância de fatos sociais hoje traz novas oportunidades e desafios para a construção de conhecimento, sobretudo pra pesquisa acadêmica. Um dos motivos é a centralização destes fatos em organizações como Facebook e Google. 3 anos depois, o Facebook piorou bastante a ocorrência pra todos.

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